domingo, 21 de dezembro de 2014

NÃO JULGUE



"Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida que usardes para medir a outros, igualmente medirão a vós. …" - Mateus 7

AS TAREFAS DO CASAMENTO


Deveríamos dar continuação no casamento o que fazíamos no namoro. Exemplo: Mensagens carinhosas, se arrumar para esperar o outro, presentear sem ter data especial, bate papo, pedir sugestão de pequenos assuntos, contar trivialidades, rir muito, dizer palavras carinhosas como: “estou com saudades de você”, “te amo”, você é importante em minha vida”, “você está bonita(o)”, enfim, alimentar a vontade de ficar junto. Nada de usar palavras grosseiras que ofendem, magoam, como: “seu burro(a)”, “gorda(o)”, “lerda(o)”, etc. Estas palavras podem se tornar comum, daí hora ou outra, a pessoa falará perto de outras pessoas. É preciso tomar cuidado. Surpreenda seu parceiro(a) com um bolo simples, uma comida que ele(a) gosta, uma mesa caprichada ou com um simples café com pão numa toalha de mesa bonita, uma flor do jardim num copo, que seja. E crie o hábito de elogiar tudo que o outro fizer. São pequenas iguarias que temperam o casamento. Um não deve esperar só pela atitude do outro. Deve tomar a sua própria atitude.
Quando estiver com os amigos(as), elogiar o cônjuge e não ir contando intimidades do casal, principalmente as negativas. Se não tem elogios a tecer, é melhor calar-se.
Ambos devem priorizar a família aos amigos. Tem hora para tudo, mas a família é prioridade. É ela que irá estar ao nosso lado em todos os momentos, bom e ruim. Os amigos são passageiros e geralmente só estão nos momentos bons. Mas, se a pessoa prioriza os amigos(as), a bebida, a festa, as piadas de extremo mau gosto sobre casamento e cônjuge, é melhor não casar-se, porque provavelmente irá fazer alguém infeliz e, consequentemente, será infeliz.
Pequenos detalhes podem resultar em uma união feliz e duradoura.
Qualquer relacionamento não é fácil, seja de marido e mulher, irmãos, pais e filhos, amigos, etc. Mas, precisamos aprender a conviver com as diferenças de pensamentos, manias, gostos, etc. Um temperinho aqui e outro ali e a coisa vai.
Rudymara

domingo, 30 de novembro de 2014

POR QUE SOMOS AINDA TÃO INTOLERANTES?

 
Porque ainda vemos o cisco no olho do nosso vizinho e não enxergamos a trave no nosso. Gostamos de comentar só o lado desagradável e desairoso das pessoas, e isso até nos dá prazer. Isto mostra que ainda temos muito que aprender e vivenciar dos pedidos do Cristo. Mostra também o grau evolutivo do intolerante. "Incontestavelmente, é o orgulho que leva o homem a dissimular os seus próprios defeitos, tanto morais quanto físicos". (Allan Kardec).
A intolerância doentia é um sintoma indicativo de que algo muito sério precisa ser corrigido dentro do nosso próprio ser. Por que exigimos perfeição dos que nos rodeiam e somos complacentes com nossos abusos? Sejamos primeiro rigorosos conosco e, então, compreensivos com os outros.
O intolerante não perdoa, nem mesmo atenua as falhas humanas e, por isso, falta-lhe a moderação nas apreciações para com o próximo. Vê apenas o lado errado das pessoas, o que em nada estimula o bem proceder. A fácil irritação é também um aspecto predominante do tipo intolerante. O senso de análise e de crítica é nele muito forte. Na sua maneira de ver, quem erra tem que pagar pelo que fez. Não há considerações que possam aliviar uma falta.
 
 
Ney P. Peres
 
 
OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: O intolerante vive como se ele ou os seus entes queridos nunca errassem. Para seus erros e de seus familiares ele sempre tem uma desculpa. É a trave que Jesus mencionou. Por isso, vemos tanta intolerância com o negro, o índio, o homossexual, etc.
Eles agem como se as pessoas tivessem que ser da cor, da raça que eles querem e que sua opção sexual, religião, pensamento devem ser como a dele. Vivem como crianças mimadas, e como toda criança mimada, egoístas.
Será que o intolerante usa com responsabilidade e respeito sua sexualidade? Não trai, não são promíscuos, não se prostituem, não trocam de parceiros a cada balada ou procuram prostitutas? Será que a cor da pele do intolerante o faz mais honesto, íntegro, respeitoso, caridoso do que os de outra raça? etc etc etc
Portanto, basta de ignorância. Com o fim da ignorância eliminaremos a intolerância.
 
 
 

 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PODEMOS MUDAR DE RAÇA A CADA ENCARNAÇÃO


Não há porque cultivar discriminações, não só porque temos todos a mesma origem, que se perde na noite dos tempos, mas sobretudo porque a Lei Divina determinará implacavelmente que reencarnemos entre aqueles que discriminamos. Há inúmeros relatos em obras mediúnicas, dando-nos notícias de fazendeiros que judiavam dos negros e retornaram como escravos africanos. Anti-semitas voltam como judeus para sentir na própria pele o que é esse preconceito. Da mesma forma, judeus convictos de que pertencem a uma raça superior, escolhidos por Deus, ressurgem no seio dos povos que julgam inferiores. Enfim, podemos ressurgir na Terra como negra, branca ou amarela, em qualquer continente ou região, de conformidade com nossos compromissos e necessidades.
Aprendemos com Jesus que o amor ao próximo equivale a amar a Deus. Isso significa que é absolutamente impossível reverenciar o Criador discriminando suas criaturas.
(Richard Simonetti)

ENSINE SEU FILHO A NÃO SER PRECONCEITUOSO


 
O preconceito, a intolerância, a agressão física e psicológica sobre alguém é prova que ainda não aprendemos a amar o próximo.
Amar significa respeitar, aceitar, cuidar, ajudar, compreender, amparar aqueles que convivem conosco no mundo.
Os pais devem ter cuidado com os comentários preconceituosos que fazem perto dos filhos.
A educação moral religiosa deles deve começar no lar principalmente através do exemplo dos pais e daqueles que convivem com eles.
Quando nossos filhos vão pela primeira vez na escola devemos conversar com eles explicando que encontrarão coleguinhas de cor de pele, de cabelo, de olhos diferentes, que podem ter defeitos físicos e mentais, enfim, e explicar que são todos filhos de Deus assim como eles são. E que Deus nos faz todos diferentes, mas que devemos tratar todos iguais, sem risos, piadas, humilhações e violência. Que Deus fica muito triste quando deixamos qualquer filho Dele triste. Mais tarde explicar a lei de causa e efeito e, consequentemente, a reencarnação. Só assim entenderão que na próxima encarnação estarão habitando um corpo diferente e este corpo pode ser de cor de pele diferente, pode trazer algum defeito físico, etc.
Devemos, por exemplo, perguntar ao nosso filho: “Você gostaria que seus coleguinhas rissem de você? Que batessem em você?” E aproveitar a resposta dele, que geralmente é "NÃO", para dizer: “Então não devemos fazer ao nosso coleguinha o que não queremos que façam com a gente.”
Que cada pai e/ou mãe explique "em casa", segundo a visão religiosa de cada um, pedindo o mesmo respeito que pedimos aos negros, índios, obesos, enfim, aos "diferentes" de nós. Afinal, também somos diferentes para outras pessoas.
 
 
Rudymara
 
 
 
 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MÉDICO SE VESTE COMO MENDIGO PARA CUIDAR DA SAÚDE DE MORADORES DE RUA


O doutor Jim Withers, fundador da “medicina de rua”, elevou o nível de benevolência humana e carinho com o próximo. Há vinte anos, esse médico cuida das vidas de quem mais precisa de ajuda: moradores de rua.
De acordo com sua filosofia, a melhor forma de tratar  essas pessoas é no lugar onde elas vivem. Por isso, seu objetivo não é esperar em seu consultório por visitas e sim ir ao encontro de quem carece de ajuda pelas ruas de Pittsburgh. Para isso, ele enche uma mochila com remédios e mantimento, mas o tradicional jaleco branco dá lugar roupas surradas, tudo para ficar mais próximo dos moradores de rua, segue ao encontro desses seres humanos carentes todos os dias.
O Street Medicine Institute é uma organização sem fins lucrativos que coordena e avoluma as atividades como a do doutor Withers. Empresas do ramo farmacêutico patrocinam o instituto, melhorando as práticas médicas de rua.
OBSERVAÇÃO: "Tudo o que fizerdes a um destes pequeninos, a mim fizerdes" disse Jesus.
"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida" disse Bezerra de Menezes, o médico dos pobres.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

TRABALHADORES DA ÚLTIMA HORA


Jesus contou esta parábola:

“Um pai de família empregou vários trabalhadores, em várias horas do dia, uns pela manhã, outros à tarde, e ainda outros no final da tarde que estavam sem fazer nada. No fim do dia, pagou para todos a mesma quantia. Os que trabalharam desde cedo reclamaram e o pai de família disse:
- Acaso teu olho é mau, porque sou bom? (Ele quis dizer: “Por acaso, você está com inveja, porque estou sendo bom?)
E Jesus termina a parábola dizendo: “Assim os últimos serão os primeiros e os primeiros serão últimos.”
"Á primeira vista, pode parecer que Jesus, nesta parábola, esteja consagrando a arbitrariedade e a injustiça. Já que o senhor da vinha pagou mais para quem trabalhou menos horas e pagou menos para quem trabalhou mais horas.
Mas, Jesus quis mostrar que, Deus não faz questão da quantidade do trabalho, mas sim da qualidade. Os que trabalharam na vinha, desde a manhã até à noite, não mereceram maior salário que os que trabalharam uma hora, dada a qualidade do trabalho.
Esta parábola, em parte, dirige-se muito bem aos espíritas. Quantos deles por aí andam, sem estudo, sem prática, sem orientação, fazendo obra contrária ao que se pretende e ao mesmo tempo abandonando seus interesses pessoais, seus deveres de família, seus deveres de sociedade!
Chega-se a encontrar médiuns mistificadores que exploram a saúde pública; ora são os “gênios” capazes de abalar os céus para satisfazer a curiosidade dos ignorantes. Há uma outra ordem de espíritas que encerram-se entre quatro paredes, não estudam, não lêem, e passam a vida a doutrinar espíritos. Há Centros que se orgulham de ter muitos assistidos buscando cestas básicas todos os meses. Mas o importante é saber se não estamos viciando estes assistidos na ociosidade, na preguiça, na acomodação, no vício. Pois, não é a quantidade que importa, mas a qualidade da caridade que fazemos. Enfim, são muitos os que trabalham, mas poucos os que ajuntam, edificam, tratam como devem a vinha que foi confiada à sua ação.
Há espírita que está há anos no Centro Espírita e pouco ou nada faz dentro e fora dele e, o que faz, muitas vezes, não condiz com a doutrina dos espíritos. Outros chegam e em pouco tempo realizam trabalhos grandiosos. Qual salário que ambos trabalhadores receberão? “A cada um segundo suas obras.” Isto serve também a trabalhadores de outras religiões. A lei divina exalta a qualidade e não a quantidade.
Como vemos, a remuneração igual, aqui, é de inteira justiça."
(Cairbar Schutel)

Explicação de Rudymara: O pai de família é Deus; a vinha somos nós, a Humanidade; e o trabalho, é a conquista das virtudes que devem enobrecer nossas almas. Para alcançarmos estas virtudes, uns utilizam menos tempo, outros mais, para cumprir seus deveres perante a lei divina. O prêmio é um só: a conquista do Reino dos Céus, ou seja, a alegria espiritual porque conquistamos a evolução. Este texto está nos mostrando a importância da reencarnação: Todos somos trabalhadores da vinha do Senhor. Todos nós estamos sendo chamados a trabalhar nesta vinha a muitas encarnações. Os trabalhadores da 1ª hora são os que não souberam aproveitá-las, perdendo as oportunidades que lhes foram concedidas para se regenerarem e progredirem. Os trabalhadores contratados posteriormente simbolizam os espíritos que, em menor número de encarnações, fizeram melhor uso do livre arbítrio, caminhando em linha reta, sem se perderem por atalhos e desvios, sem errar tanto. Jesus quis mostrar que, Deus não faz questão da quantidade do trabalho, mas sim da qualidade. Os que trabalharam na vinha, desde a manhã até à noite, não mereceram maior salário que os que trabalharam uma hora, dada a qualidade do trabalho. Assim se explica porque os primeiros poderão ser os últimos, e os últimos os primeiros. Exemplo: Matriculam-se numa escola vários alunos na 1ª série, que são preguiçosos, faltosos. No outro ano matriculam-se outros alunos também na 1ª série, mas que são estudiosos, disciplinados. Os preguiçosos que entraram primeiro na escola foram repetindo o ano e ficaram para trás. E os últimos, que são estudiosos e esforçados passaram de ano e receberam o diploma antes dos outros que entraram antes deles. Os que entraram por último na escola foram os primeiros a receber o diploma, e os que entraram primeiro foram os últimos.
Portanto, estamos sendo chamados a cada encarnação a este trabalho. Uns desde pequeno, outros na juventude; outros na maturidade; e outros na velhice. Qualquer tempo é oportuno para cuidarmos do aperfeiçoamento de nossas almas, e, mesmo que estejamos velhinhos, desde que aceitemos, com boa disposição, o convite para o trabalho, haveremos de fazer merecer ao salário divino, que é o Reino dos Céus (paz interior), já que o reino está dentro de nós, como disse Jesus.
Ex: Allan Kardec, que iniciou seu trabalho de Codificar a Doutrina Espírita aos 50 anos.

sábado, 1 de novembro de 2014

VISITAR CEMITÉRIO

O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Se sentir vontade, sim. Mas nós espíritas, geralmente, não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável,DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Compilação de Rudymara retirada de respostas de Richard Simonetti / Divaldo Franco

ONDE OS ENTES QUERIDOS DESENCARNADOS GOSTAM DE SER LEMBRADOS?


Os Espíritos disseram a Kardec (em O Livro dos Espíritos) que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam o ato de achar que os "mortos" estão no cemitério. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.


Rudymara







A MORTE FÍSICA NÃO SEPARA OS AFETOS


sexta-feira, 31 de outubro de 2014

RETIREMOS O ÓDIO QUE SE ESPALHOU NESTA ELEIÇÃO




Retiremos o ódio que se espalhou nesta eleição. Vejo gente que posta lindas mensagens e imagens de Jesus e santos da devoção e ao mesmo tempo chamando amigos(as) de burro, ignorante, vagabundo, usando palavras de baixo calão, fazendo inimizade. Falam em separar o Brasil, porque acham que todos tem que agir e pensar como eles. Se auto intitulam os "donos da verdade e razão". Xingamentos humilhante aos nossos irmãos que moram na região Norte e Nordeste como se eles não fizessem parte daquele PRÓXIMO que Jesus se referiu. Onde está o AMAI-VOS COMO EU VOS AMEI? Exercitemos nosso cristianismo. Não se deixe levar pelo ódio da Massa que só tem Deus e Jesus da boca para fora. Quando nos deixamos levar por esta Massa feroz e odienta, muitos obsessores estão infiltrados para "colocar lenha na fogueira" para que haja discórdia, desarmonia, separação de irmãos, ódios, etc. Vamos pensar e agir como cristãos. Orem, meus amigos(as) e vigiem seus pensamentos e palavras.
Deixemos que Jesus seja, verdadeiramente, nosso guia espiritual.
 
 
Rudymara
 
 
 
 
 

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

PÁTRIA AMADA.....

 
Não adianta xingar nossos irmãos nordestinos. Muitos que recebem bolsa família precisam dela de verdade. A culpa não é a bolsa família, é como ela é dada, sem controle e fiscalização. Muitos que recebem não precisam e muitos que precisam não recebem. Aqui no Sudeste e em outras regiões do Brasil também há muitas pessoas votando em políticos por ter recebido favores deles.
Observamos que esta eleição foi acalorada onde vimos pessoas expondo suas ideias e ideais. Mas, até nós coordenarmos isso, vai levar um tempo. Dentro desse ideal de político que almejamos, devemos nos incluir. Senão, nada vai mudar. Muitos pedem honestidade, mas não são honestos. Pedem mudanças, mas não mudam. Pedem direito, mas não dão o direito aos outros. Há quem vote na beleza do candidato, em quem está na frente das pesquisas, em quem o "cantor, ator, atriz, etc." preferido está apoiando e em outras coisas banais. Enfim, estamos em fase de aprendizado. Temos muito que rever, primeiro em nós, depois em nossa política. Agora, só nos resta torcer para quem ganhou. Afinal, tudo que for decidido nesta gestão, refletirá em nossa vida.
 
 
 
 
Rudymara

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

QUEM AMA EDUCA


Quem ama educa, corrigindo as falhas dos filhos. Reprima as más tendências, observe as amizades deles, procure acompanhar seu comportamento na escola, dê obrigações dentro do lar (até para os meninos), coloque regras, horários, ensinem a terem respeito aos familiares, funcionários da escola, animais, bens públicos e privados. Eles não devem ter só direitos, devem ter obrigações também. Retire coisas que gostam, não dê coisa que queiram, diga não a um pedido de passeio, caso não correspondam às regras. Lembre-se que a vida não será maleável com eles e eles não viverão sob nossas asas a vida toda. Devemos prepará-los para se depararem com chefes, pessoas e situações difíceis. Fazendo assim, eles serão bons cônjuges, pais, filhos, funcionários, alunos, e, consequentemente, bons cidadãos e felizes. Antes vê-los chorando por termos dito um "não" a um pedido que possa prejudicá-los ou por termos dado um castigo do que nós chorarmos por algo que tenha acontecido a eles e que não tem volta. Antes nós colocarmos regras e corrigi-los do que a lei dos homens. Pensemos nisso!

Rudymara





QUEM AMA EDUCA


Quem ama educa, corrigindo as falhas dos filhos. Reprima as más tendências, observe as amizades deles, procure acompanhar seu comportamento na escola, dê obrigações dentro do lar (até para os meninos), coloque regras, horários, ensinem a terem respeito aos familiares, funcionários da escola, animais, bens públicos e privados. Eles não devem ter só direitos, devem ter obrigações também. Retire coisas que gostam, não dê coisa que queiram, diga não a um pedido de passeio, caso não correspondam às regras. Lembre-se que a vida não será maleável com eles e eles não viverão sob nossas asas a vida toda. Devemos prepará-los para se depararem com chefes, pessoas e situações difíceis. Fazendo assim, eles serão bons cônjuges, pais, filhos, funcionários, alunos, e, consequentemente, bons cidadãos e felizes. Antes nós colocarmos regras e corrigi-los do que a lei dos homens. Pensemos nisso!

Rudymara





segunda-feira, 20 de outubro de 2014

EVANGELIZE AS CRIANÇAS


 
NÓS DAMOS BRINQUEDOS, CARINHO, INSTRUÇÃO, RESPEITO, MAS, NÃO PODEMOS NOS ESQUECER DO MAIS IMPORTANTE: "EVANGELIZAR" NOSSAS CRIANÇAS.
SE VOCÊ ARRUMA TEMPO PARA CHURRASCO, FESTAS, FUTEBOL, CABELEIREIRO, VOCÊ PODE E DEVE ARRUMAR PARA LEVAR SEU FILHO PARA SE EVANGELIZAR. POIS, QUANDO UM JOVEM ENTRA NA DELINQUÊNCIA, OS PAIS ARRUMAM TEMPO PARA SOCORRE-LOS, VISITÁ-LOS EM INSTITUIÇÕES DE RECUPERAÇÃO, ETC.
ENTÃO, PREVINA OS MALES DO ESPÍRITO PARA QUE O DIA DAS CRIANÇAS SEJA SEMPRE FELIZ!
 
 
Rudymara

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

DEPOIMENTO DE UM ESPÍRITA DESENCARNADO



"(...) Minha situação espiritual não é das melhores, porquanto se algo realizei em benefício do semelhante, fui muito descuidado em relação ao meu próprio Espírito. É relativamente fácil trabalhar pelo bem alheio; difícil é impedir o mal em nós mesmos. Não há dificuldade em orar por alguém, visitar o doente, pronunciar palavras de conforto e estímulo, atender o necessitado ... Difícil é conter a irritação, evitar a maledicência, exercitar o perdão, abortar a má palavra ...
Semelhantes impulsos estão muito arraigados em nosso coração! E há os vícios ... Incrível! Nem tenho conta das manifestações que presenciei de entidades desencarnadas a lamentar os excessos à mesa, os desregramentos, o álcool, o fumo, o tóxico ... E eis-me aqui a engrossar o coro dos atormentados do Além, porque jamais levei a sério as advertências contidas naqueles dolorosos depoimentos!.
(...) Todos temos fraquezas, mas, ante as bênçãos do conhecimento espírita, há a obrigação de combatê-las. Enquanto permanecemos na escuridão, ninguém pode nos criticar se tropeçamos, mas quando a luz (do conhecimento espírita) se faz, cumpre-nos olhar por onde andamos. Nada posso fazer senão lamentar o tempo perdido, mas vocês permanecem na luta. Aproveitem as oportunidades; não percam tempo, aprendam a se analisar, olhem dentro de si mesmos, vejam o que deve ser mudado e o façam, a fim de não colherem decepções idênticas às minhas...O título de servidor do Evangelho é importante: habilita-nos a muitas bênçãos, mas somente como discípulos autênticos do Cristo estaremos construindo, realmente, nossa felicidade. Isso pede não apenas a movimentação de nossas mãos pelo solo promissor da Fraternidade, mas, sobretudo, de nossa vontade, a trilhar com decisão árduos caminhos do aprimoramento espiritual."
O conhecimento espírita é bênção de esclarecimento e orientação, amenizando as agruras da jornada humana e estimulando-nos à movimentação pelo solo da Fraternidade, onde colhemos abençoadas flores de Esperança e frutos dadivosos de trabalho enobrecedor ...
Mas representa, também, intransferível acréscimo de responsabilidade no campo do aprimoramento individual, partindo do princípio evangélico de que muito será solicitado àquele que muito recebeu.
Richard Simonetti.
Do livro: Atravessando a Rua

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

DIA DOS PROFESSORES E MESTRES


Hoje é o dia dos professores. 
Não podemos esquecer os professores que nos ensinaram a ler, escrever, fazer contas e tantas outras matérias que nos trazem sabedoria.
Mas, também não podemos esquecer o Mestre dos Mestres que nos ensina há mais de dois mil anos a buscar o sustento do espírito. 
Este mestre chama-se: JESUS.
Ele traz, incansavelmente e diariamente, ensinamentos importantes para que sejamos felizes. E, muitos de nós, nos comportamos como aqueles alunos que se sentam no fundo da sala: ociosos, preguiçosos, faltosos, relapsos e que levam tudo na brincadeira. 
Muitos repetem o ano. Daí terá que rever (numa próxima encarnação) as lições que não levaram a sério nesta. 
Nenhum pássaro alça voo com uma asa só. Para evoluirmos precisamos desenvolver a asa da sabedoria e a asa do amor.  
Como disse Meimei: “Cultivemos o cérebro sem olvidar o coração. Sentir, para saber com amor; e saber, para sentir com sabedoria, porque o amor e a sabedoria são as asas dos anjos que já comungam a glória de Deus”. 
Como explicaram os Espíritos à Kardec nas questões 111 a 113: “Os Espíritos superiores reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade. E os Espíritos Puros, que já atingiram a superioridade intelectual e moral absoluta, desfrutam da vida eterna no seio de Deus, de quem são os mensageiros e ministros”.
Portanto, não percamos a oportunidade de “sentarmos nas primeiras carteiras” da sala de aula, em ambas as escolas, aproveitando os ensinamentos dos mestres da Terra e do Mestre do Céu.
Como disse Emmanuel: "Duas asas conduzirão o espírito humano à presença de Deus: uma chama-se amor, a outra sabedoria."


Rudymara

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

DEUS AJUDA QUEM SE AJUDA

Foto: <3 DEUS AJUDA QUEM SE AJUDA <3

(...) Pedir nas orações sucesso, uma vida melhor, passar em concurso, tirar boa nota na prova, ganhar uma competição, etc., como fruto de dádivas divinas, sem empenho de nossa parte, seria pretender que Deus tivesse preferências. Se nós, que somos infinitamente inferiores a Deus não desprivilegiamos um filho para ajudar outro, imaginemos Deus.
É importante saber que os bons espíritos (trabalhadores de Deus) procuram nos ajudar, atendendo nossas orações, dando-nos condições para enfrentarmos nossas dificuldades e resolvermos nossos problemas. Eles apenas nos inspiram, dão força, acalmam, mas o restante fica por nossa conta. Então, podemos dizer que Deus interfere em nossa vida de maneira indireta. Se fosse de maneira direta, nós ficaríamos ociosos, preguiçosos, omissos, esperando que tudo venha de mãos beijadas do Céu.
“Deus ajuda aos que se ajudam a si mesmos, e não aos que tudo esperam do socorro alheio, sem usar as próprias capacidades: AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ”

Richard Simonetti
 
(...) Pedir nas orações sucesso, uma vida melhor, passar em concurso, tirar boa nota na prova, ganhar uma competição, etc., como fruto de dádivas divinas, sem empenho de nossa parte, seria pretender que Deus tivesse preferências. Se nós, que somos infinitamente inferiores a Deus não desprivilegiamos um filho para ajudar outro, imaginemos Deus.
É importante saber que os bons espíritos (trabalhadores de Deus) procuram nos ajudar, atendendo nossas orações, dando-nos condições para enfrentarmos nossas dificuldades e resolvermos nossos problemas. Eles apenas nos inspiram, dão força, acalmam, mas o restante fica por nossa conta. Então, podemos dizer que Deus interfere em nossa vida de maneira indireta. Se fosse de maneira direta, nós ficaríamos ociosos, preguiçosos, omissos, esperando que tudo venha de mãos beijadas do Céu.
“Deus ajuda aos que se ajudam a si mesmos, e não aos que tudo esperam do socorro alheio, sem usar as próprias capacidades: AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ”
 
 
Richard Simonetti
 
 
 
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DEUS OU JESUS AFASTAM O MAL QUE POSSAM NOS ATINGIR?

 
Foto: <3 DEUS OU JESUS AFASTAM O MAL QUE POSSAM NOS ATINGIR? <3

A “maldição”, o "olho gordo", o "mal olhado", o "mal fluido", ou como queiramos chamar, é repelido ou aceito dependendo de "nós". Nós somos o nosso próprio amuleto. Ninguém faz mal para ninguém, porque o mal só nos atinge porque está dentro de nós.
Se, porém, o amaldiçoado é uma pessoa bem ajustada, moral ilibada, ideias positivas, sentimentos nobres, nada lhe acontecerá. Simplesmente não haverá receptividade para uma vibração maldosa.
Então, não é Deus, Jesus, etc., que nos protegerão, mas sim a vivencia de seus ensinamentos que se convertem em barreira para coisas ruins que poderiam nos atingir.

Richard Simonetti
 
 
A “maldição”, o "olho gordo", o "mal olhado", o "mal fluido", ou como queiramos chamar, é repelido ou aceito dependendo de "nós". Nós somos o nosso próprio amuleto. Ninguém faz mal para ninguém, porque o mal só nos atinge porque está dentro de nós.
Se, porém, o amaldiçoado é uma pessoa bem ajustada, moral ilibada, ideias positivas, sentimentos nobres, nada lhe acontecerá. Simplesmente não haverá receptividade para uma vibração maldosa.
Então, não é Deus, Jesus, etc., que nos protegerão, mas sim a vivencia de seus ensinamentos que se convertem em barreira para coisas ruins que poderiam nos atingir.
 
 
 
Richard Simonetti

terça-feira, 7 de outubro de 2014

FÉ CEGA E FÉ RACIOCINADA



 
1. O QUE É FÉ?


O vocábulo “fé” tem várias acepções. No sentido comum, significa a confiança do indivíduo em si mesmo, pois os que disso são dotados são capazes de realizações que pareceriam impossíveis àqueles que de si duvidam. Dá-se igualmente o nome de fé à crença nos dogmas dessa ou daquela religião, casos em que recebe adjetivação específica: fé cristã, fé judaica, fé católica etc.


2. QUE É FÉ CEGA?


A fé cega, como o próprio nome indica, tudo aceita sem verificação, tanto o verdadeiro quanto o falso, e pode, obviamente, a cada passo, chocar-se com a evidência e a razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Assentada no erro, cedo ou tarde desmorona. Historicamente, as religiões sempre lutaram para impor a seus seguidores uma fé ingênua e ignorante baseada em dogmas que quase sempre se opunham às descobertas da ciência. A exemplo do grande físico, matemático e astrônomo Galileu Galilei, que foi obrigado a renegar os seus conhecimentos científicos diante dos tribunais para evitar a pena capital.
Ao longo dos séculos, esta mesma fé cega tem alimentado o fanatismo e a intolerância religiosa, levando os homens a cometer crimes brutais, tirando a vida de seus irmãos em nome de Deus.
O poder exercido pela religião ao longo de muitos séculos foi um entrave ao desenvolvimento da ciência e dos avanços tecnológicos. Não fosse a evolução científica diante de descobertas baseadas em análises racionais, possivelmente ainda viveríamos nas trevas da ignorância.


3. O QUE É FÉ RACIOCINADA?


A fé raciocinada é a que não rejeita a razão e prende-se à verdade, sem jamais compactuar com a mentira. "Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da Humanidade". Nessa proposição, Allan Kardec nos remete a observar a característica especial e profundamente inovadora da fé espírita. O Espiritismo não acredita no conflito entre a fé e a ciência, ao contrário, alia-se a esta, proclamando uma fé raciocinada, baseada no estudo e na compreensão das ideias, de acordo com as descobertas científicas de sua época.
Diz o Evangelho segundo o Espiritismo: "A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material e a outra, as leis do mundo moral. Ambas as leis, tendo no entanto o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se, visto que, se uma contrariar a outra, uma terá necessariamente razão enquanto a outra não a terá, já que Deus não destruiria sua própria obra. A falta de harmonia e coerência que se acreditou existir entre essas duas ordens de idéias baseia-se num erro de observação e nos princípios exclusivistas de uma e de outra parte. Daí resultou uma luta e uma colisão de idéias que deram origem à incredulidade e à intolerância."


 
COMPILAÇÃO DE RUDYMARA
 
 
 

sábado, 4 de outubro de 2014

O CAMINHO É SÓ ATRAVÉS DE JESUS?




EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI SE NÃO FOR POR MIM." (João 14:6)



Primeiro vamos explicar quem é Jesus para nós espíritas.
Nós acreditamos que Jesus evoluiu como qualquer outra pessoa, mas em outro planeta.
E, quando ele alcançou o patamar de Espírito puro, Deus o incumbiu de ser o Governador do nosso planeta. Ele, então, participou da formação de tudo.
E, muitos séculos antes de sua vinda, Jesus destinou outros Espíritos, embaixadores de sua sabedoria e misericórdia para ensinar a Regra Áurea: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” Por isso encontramos ensinamentos parecidos com os de Jesus antes mesmo dele vir à Terra. Veja alguns exemplos:

* Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que se vos faça.”
* Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.”
* Declaravam os chineses: “O que não desejais para vós, não façais a outrem.”
* Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.”
* Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo.”
* Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo.”

Mas, apesar dos povos receberem a lei de ouro do Cristo, os profetas, administradores, juízes e filósofos procederam, muitas vezes, de maneira diferente da que pregavam. Então, Jesus precisou nascer entre nós. E, desde a infância viveu indiferente à sua própria felicidade, pois seus sonhos e ideais só objetivavam a felicidade alheia. Além de ensinar exemplificou, não com virtudes parciais, mas em plenitude de trabalho, abnegação e amor, nas praças públicas, revelando-se aos olhos da Humanidade inteira. Ele veio nos mostrar o caminho da “salvação”. E só através da vivência de seus ensinamentos estaremos "salvos" ou "livres" do mal que ainda se encontra dentro de muitos de nós. E estes ensinamentos estão dentro de todas as religiões. Quando uma religião, seja ela qual for, estiver despertando o bem dentro do coração de seus fiéis, ela estará mostrando o caminho que nos levará ao Pai, como disse Jesus. Então, o caminho não é "a pessoa Jesus", mas a vivência dos ensinamentos dele que estão em toda parte. E é assim, que Ele aguarda que surja o homem novo (citado por Paulo de Tarso), a partir do homem velho (que somos nós).
Respeitamos os que escolheram outros iluminados como instrutores espirituais: Buda, Maomé, Confúcio, Zoroastro, Moisés, etc., mas, acreditamos que todos eles foram trabalhadores de Jesus enviados por Ele.
Por isso, Jesus é para o espírita “o tipo mais perfeito que Deus ofereceu ao homem, para lhe servir de guia e de modelo.”


Rudymara

sábado, 27 de setembro de 2014

ESPIRITISMO E POLÍTICA

 
Haverá alguma relação entre Espiritismo e Política?

"Para nós, a política é a ciência de criar o bem de todos e nesse princípio nos firmaremos". Deputado Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

Sobre o aspecto filosófico, o Espiritismo tem a ver e muito com a Política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa. Conseqüentemente, o espírita não pode declinar da sua cidadania e deve vivenciá-la de forma consciente e responsável. O Brasil sempre foi alvo de muitas esperanças. Falava-se em país do futuro, em berço da nova civilização e, nos meios espíritas, em "Coração do Mundo e Pátria do Evangelho." Mas, o Brasil só vai poder dizer-se Pátria do Evangelho quando der os primeiros passos na construção de uma sociedade realmente democrática, justa e fraterna. Quando, enfim, os brasileiros olharem para a sociedade e perceberem que fazem parte dela. Se uma pessoa está sofrendo, em um determinado local, todos sofremos, pois os problemas dela acabam nos atingindo de uma maneira ou de outra, seja por meio da violência ou dos mecanismos econômicos mais complexos. E o que tem a ver o Espiritismo com isso? O espírita tem em suas mãos instrumentos poderosos de participação (e de transformação) da sociedade: as federativas, os centros espíritas, as instituições específicas, os órgãos de comunicação. Podem no mínimo auxiliar na mudança de mentalidade de seus adeptos. Sabemos que Kardec recomendou aos centros que deixassem de lado as questões políticas. Mas essa afirmação significa que não devemos trazer para o centro espírita as campanhas e militâncias partidárias, pois o lugar para o seu exercício é no seio das agremiações e locais respectivos. Assim, jamais o Espiritismo, como Doutrina, e o Movimento Espírita, como prática, poderão dar guarida a um partido político em seu seio, por exemplo: Partido Social Espírita, Partido Espírita Cristão, etc. As questões políticas decorrem dos próprios princípios do Espiritismo. A partir do momento em que se fala em reforma moral, em mudança de visão do mundo, em desapego dos bens materiais, prática da caridade, etc., fala-se sobre política. Principalmente, quando se fala em transformação da sociedade, como aparece a todo o momento na Codificação. "Em que consiste a missão dos Espíritos Encarnados? - Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais". (Questão n º 573 de O Livro dos Espíritos). De se entender, então, que não pode o espírita alienar-se no seio da sociedade em que vive, com a desculpa de que Espiritismo e Política não têm nada que ver, pois é preciso lembrar que a vida material e a vida espiritual são dimensões contínuas da própria Vida.
O homem tem que progredir, e isolado ele não tem condições disso, já que seu progresso depende dos bens que lhes são oferecidos pela família, pela escola, pela religião e demais agências sociais. Para o espírita, essa ação política deve ser sempre inspirada nos princípios expressos pelo aspecto filosófico do Espiritismo, que o levam a amar e, nesse caso, amar é desejar o bem; logo, a exteriorização política do Amor é a expressão do querer bem e do agir para o bem de todos. A ação política dos bons é um imperativo na hora atual. O Espiritismo trabalha com a educação. Esta é a base da própria Doutrina, pois para praticá-la, temos de nos educar. E a educação tem um conteúdo extremamente político, pois muda nossa forma de ver o mundo e de agir nele. Assim, é cada vez mais importante que os centros espíritas percebam a importância de discutir os assuntos da realidade concreta. Não estaremos fazendo política no aspecto partidário, mas sim auxiliando na conscientização dos espíritas sobre como entender a sociedade e agir nela de uma forma crítica e consciente. Com uma visão crítica baseada nos princípios espíritas. Qual o posicionamento de um espírita frente a questões como violência, menores abandonados, educação, desemprego, racismo, discriminação social. O que podemos fazer em nosso âmbito para combater esses problemas? Não adianta querer ser espírita no plano espiritual. Podemos e devemos estudar a moral espírita em sua teoria. Mas não há como fugir: a sua aplicação prática será, quer queiramos ou não, na realidade concreta, enfrentando esses problemas do cotidiano. Segundo J. Herculano Pires, em O Centro Espírita, "O Espiritismo se liga a todos os campos das atividades humanas, não para entranhar-se neles, mas para iluminá-los com as luzes do Espírito. Servir o mundo através de Deus é a sua função e não servir a Deus através do mundo (...)." Por tudo isso, devemos entender que são fundamentais o Espiritismo e a Política para a construção de Uma Nova Sociedade.
Portanto, o espírita tem que participar e influenciar na sociedade em que vive, procurando levar às instituições que a estruturam os valores e normas do Espiritismo. Isso é uma participação política. Não pode preocupar-se apenas com a reforma íntima, isolando-se em um "oásis de indiferentismo" pela sociedade em que vive. É verdade que essa ação política conflitará com os interesses dos egoístas e orgulhosos, individualmente ou em grupos. O Espírito Lázaro, no Capítulo IX, item 8, de O Evangelho Segundo o Espiritismo nos alerta que "Cada época é, assim, marcada pelo cunho da virtude ou do vício que a devem salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual, seu vício é a indiferença moral". Assim, essa ação política deve objetivar o bem comum. Aqueles que pretendem o bem não podem se omitir e essa participação liga-se profundamente com a caridade, pois amar é querer o bem. Destarte, a expressão política do amor é querer fazer o bem para todos. A participação do espírita, inclusive do jovem, no processo político, social, cultural e econômico deve ser consciente e responsável, tendo como diretriz os princípios e normas contidas em O Livro dos Espíritos. Participação Política do Espírita. "... Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensaram. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contato". (Questão nº 917 de O Livro dos Espíritos).

COMO O ESPÍRITA NÃO DEVE ATUAR NA POLÍTICA:

Levar a política partidária para dentro do Centro, das Entidades ou do Movimento Espírita;

Utilizar-se de médiuns e dirigentes espíritas para apoiar políticos partidários a cargos eletivos aos Poderes Executivo e Legislativo;

Catar votos para políticos que, às vezes, dão alguma "verbinha" para asilos, creches e hospitais, mas cuja conduta política não se afina com os princípios éticos ou morais do Espiritismo;

Apoiar políticos que se dizem espíritas ou cristãos, mas aprovam as injustiças, as barganhas, a "politicagem" (usar a política partidária para interesses egoísticos pessoais ou de grupos a que se ligam);

Participar da política partidária apenas por interesse pessoal, para melhorar a sua vida e de sua família, divorciado em sua militância político-partidária dos princípios e normas da Filosofia Espírita.

 

COMO O ESPÍRITA DEVE ATUAR NA POLÍTICA:

O espírita pode e deve estudar e reflexionar sobre os princípios político-filosófico-espíritas no Centro Espírita, pois eles estão contidos em O Livro dos Espíritos, Parte Terceira, Das Leis Morais;

Através da análise, do estudo e da reflexão das normas e princípios acima referidos, o espírita deve identificar o egoísmo, o orgulho e a injustiça nas instituições humanas, denunciando-as e agindo para que elas desapareçam da sociedade humana;

Confrontar os fundamentos morais e objetivos do Espiritismo com os fundamentos morais e objetivos dos partidos políticos, verificando de forma coerente qual ou quais deve apoiar e até mesmo participar como membro atuante, se tiver vocação para tal, sabendo, no entanto, da responsabilidade que assume nesse campo, já que sua militância deve sempre estar voltada para o interesse do ser humano, em seus aspectos social e espiritual. Para isso, sua ação política deverá estar em harmonia com os valores éticos (morais) do Espiritismo que, em última análise, são fundamentalmente os mesmos do Cristianismo;

Participar de organizações e movimentos que propugnem pela Justiça, pelo Amor, pelo progresso intelectual, moral e físico das pessoas. Exemplos: clubes de serviços, sindicatos, associações de classes, diretórios acadêmicos, movimentos de respeito e defesa dos direitos humanos, etc.;

Fazer do voto um elevado testemunho de amor ao próximo; Considerando que a sociedade humana é dirigida por políticos que saem das agremiações partidárias e suas influências podem ajudar ou atrasar a evolução intelecto-moral da humanidade, o voto, realmente, é uma forma de exprimir o amor ao próximo e à coletividade; Deve, pois, analisar se a conduta do candidato político-partidário tem maior ou menor relação com os princípios morais e políticos (aspecto filosófico) do Espiritismo;

Participar conscientemente da ação política na sociedade, sem relegar o estudo e a reflexão do Espiritismo a plano secundário. Pelo contrário, o estudo e a reflexão dos temas espíritas deverão levá-lo a permanente participação, objetivando a aplicação concreta do Amor e da Justiça ao ser humano, seja individual ou coletivamente.

 

Osman Neves Albuquerque

 

 

sábado, 20 de setembro de 2014

VÍCIOS MORAIS



Segundo Allan Kardec, todos as misérias morais da Humanidade têm origem em dois vícios capitais: O Orgulho e o Egoísmo. Lembra o codificador do Espiritismo, que esses defeitos estão na base de todos os vícios morais da criatura. O ciúme, a inveja, a vaidade, a cupidez, o personalismo são, em última instância, filhos do Egoísmo ou do Orgulho.
Kardec define o Egoísmo como sendo "O interesse pessoal exacerbado"; é aquela condição que leva o indivíduo a pensar em si mesmo, nos seus interesses, nos seus prazeres, preterindo todos as outras pessoas.
Segundo o dicionário, egoísta "é aquele que tem um amor exclusivo ou preponderante a sua pessoa ou aos seus interesses".O orgulho, por sua vez, é definido como sendo "o conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo."Consiste no estado de exaltação da personalidade que leva o homem a considerar-se acima dos outros. A importância que o indivíduo atribui a si mesmo faz com que ele se julgue com direitos superiores.
Os vícios morais que derivam do orgulho e do egoísmo são:
• AVAREZA: Apego exagerado ao dinheiro e aos objetos materiais.
• CIÚME: Estado de intranqüilidade em decorrência do medo de perder o que tem.
• PREGUIÇA: Pouca disposição para o trabalho.
• NEGLIGÊNCIA: Descuido com as próprias obrigações.
• VAIDADE: Desejo de merecer a aprovação dos outros e de se destacar.
• INVEJA: Desgosto ante a prosperidade e o sucesso de outrem ou desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possua ou desfrute.
• MALEDICÊNCIA OU CALÚNIA: Uso inadequado na conversação oral ou escrita com o fim de depreciar ou reduzir a importância de outrem.
• MÁGOA: Ausência do perdão.
• VINGANÇA: Desejo de ir à forra.
• CULPA NEURÓTICA: Emoção destrutiva e estática de auto-cobrança diante de um erro sem nada fazer para repará-lo.
• PERSONALISMO: Conduta daquele que refere a si próprio.
• MELINDRE: Capacidade de se ofender ou irritar com as mínimas coisas.
• IMPACIÊNCIA: Pouca capacidade de esperar.
• INTOLERÂNCIA: Pouca capacidade de aceitar ou conviver com o defeito dos outros.


Como Combater o Egoísmo:

1. Procurar o serviço ao próximo, com os próprios meios, empregando forças, inteligência e habilidade para realizar nossos propósitos generosos;
2. Trabalhar sem remuneração para os mais carentes, dedicando algumas horas semanais em atividades assistenciais;
3. Repartir do nosso guarda-roupa ou objetos de uso pessoal, que não nos é mais útil, ou que tenhamos em excesso;
4. Procurar inteirar-se das amarguras de alguém no sincero propósito de amenizar sua dor;
5. Dedicar nossa assistência aos serviçais e subalternos que convivem conosco;
6. Olhar, ouvir, falar, acariciar com o coração pleno de amor, os familiares que nos são confiados;
7. Interessar-se pelas pessoas recém apresentadas;
8. Ajudar com delicadeza nos transportes ou na rua às criaturas em dificuldades, cedendo lugar, facilitando passagem, carregando volumes.

Como Combater o Orgulho:

1. Ouvir com atenção e paciência as emoções e não revidando todas as vezes que formos por alguém criticados;
2. Não aceitar provocações, esquecendo as ofensas;
3. Não menosprezar nenhuma pessoa, por mais ignorante que seja;
4. Ser submisso às ordens de seus superiores;
5. Procurar o lado mais simples de todas as coisas, combatendo o supérfluo;
6. Procurar exercer as funções mais modestas;
7. Evitar a ostentação e a espera do reconhecimento por algo que tenha feito;
8. Não criticar;
9. Não falar excessivamente de si mesmo;
10. Não se queixar;
11. Controlar os impulsos de impaciência;
12. Aceitar as opiniões, idéias, pensamentos e convicções dos outros;
13. Fazer o bem sem comentários, ou quaisquer referência ao nosso gesto;
14. Dissimular o benefício quando prestado a alguém para não embaraçá-lo;
15. Não nos referirmos a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos aos outros.
 
 

(Do Livro Manual Prático do Espírita, de Ney Prietro Peres)

Bibliografia
a) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
b) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
c) Manual Prático do Espírita - Ney Prietro Peres
d) Ação e Reação - André Luiz/Chico Xavier
e) Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixera
f) O Consolador - Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
g) Janela para a Vida - André Luiz/Chico Xavier
h) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier
i) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier
j) No Mundo Maior - André Luiz/Chico Xavier
k) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco
l) Psicologia Espírita - Jorge Andréa
m) Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes/Yvonne Pereira
n) Dos Hippies aos Problemas do Mundo - Espíritos Diversos
o) Obras Póstumas - Allan Kardec

 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

INFIDELIDADE


 
Muitos fazem piadas como esta: “CHIFRE É IGUAL ANEMIA, SÓ TEM QUEM NÃO COME DIREITO.” Amigos(as), o sexo entre um casal, deve ser conversado, ajustado com o tempo. Não coloque o “sexo” como o fator primordial no casamento. Se, por exemplo, por doença acontecer a impotência ou por acidente ele fique paralítico da cintura para baixo, etc., a outra parte separará? Então, não era amor pela pessoa, mas pelo sexo. Então, não se comprometa com a lei divina por ouvir e seguir frases como esta acima.
 
"O adultério é coabitar (viver) com alguém e aventurar-se simultaneamente (ao mesmo tempo) com outrem. Não nos parece legal nem moral esse comportamento." (Divaldo Franco)
 
Leiam este depoimento de Emmanuel contada Por Divaldo:
 
"Quando eu li o livro “HÁ 2000 MIL ANOS” meditei no calvário de Lívia Lentulus, a mulher de Emmanuel, que na época chamava-se Públius Lentulus. Ela foi vítima de uma calúnia (traição) onde ele se afastou do leito conjugal por 25 anos. E ela, cristã, manteve a dignidade. Isso que é o cristianismo: ela nunca reclamou; nunca lhe perguntou “por que” e nunca o hostilizou. Mas ele, (apesar de não estar no livro), permitiu-se licenças com outras companhias (saía com outras mulheres). Mas ela manteve-se fiel até o dia que ela trocou de roupa com Ana, a escrava que estava presa no circo romano, e mandou que se fosse para morrer na arena no lugar da escrava para testemunhar Jesus. Públius estava sentado ao lado do imperador e quando as feras (leões) avançaram pela a arena ela olha para ele e ele a reconhece. Era tarde. Então, ele gastou alguns séculos para reconquistá-la renascendo após algumas provações. No livro “50 ANOS DEPOIS” ele narra uma; em “AVE-CRISTO” ele narra outra; depois em “RENÚNCIA”; até quando ele reencarna no Brasil como Manuel da Nóbrega. E na Bahia, ao lado de Anchieta ele dá a vida pelos povos silvícolas (os índios) e morre de beribéri para mais tarde assumir esta tarefa grandiosa do missionário do Evangelho. Ninguém desbravou o Evangelho com tanta beleza como Emmanuel pela psicografia do apóstolo Chico Xavier.
Um dia, Emmanuel contou a Chico Xavier que aos domingos ele reservava-se para visitar Lívia que estava num plano muito elevado e também para desintoxicar-se dos fluidos da Terra. Porque Lívia nunca mais reencarnou. Então, valeram os 25 anos. As nossas resistências são muito frágeis. Qualquer coisa nos desequilibra, mas a nossa fé deve ser robusta para nos tornar resistentes à todos os desafios e problemas."
 
 
Vemos muitos cristãos, mas poucas atitudes cristãs. No primeiro deslize do cônjuge ou de alguém de sua convivência “revida” ou “paga com a mesma moeda”. Isto não é uma atitude cristã. O Cristo pediu que perdoássemos sempre e o revide é sinal que ainda não aprendemos a perdoar. O Cristo também ensinou a dar a outra face quando alguém ferir uma delas, ou seja, quando alguém mostrar a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, da promiscuidade, do vício, oferece-lhe a face da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, do equilíbrio, da dignidade.O Cristo pediu que retribuíssemos o mal que nos fazem com o bem. Porque, um deslize perante as leis divinas pode acarretar séculos de reparação como aconteceu com Emmanuel.


Rudymara




O GRUPO PERFEITO




O Espírito Júlio Marques era mentor de um pequeno agrupamento. Orientava com critério e bondade. Era condutor paciente do pequeno rebanho de companheiros espíritas. Duas vezes por semana, incorporado na médium Maria Paula, orientava os amigos na atividade evangélica. Ternura aliada à experiência, firmeza conjugada à abnegação. Conflitos e dificuldades morais escoavam nele de modo particular, arrancando-lhe palavras iluminadas de benevolência e candura, a deslizarem nas alheias feridas por bálsamo de esperança.
Numa das noites de trabalho na casa, uma jovem senhora que estava na assistência,  esperou Marques encerrar o comentário edificante para interrogar:
-          Irmão Júlio, posso pedir-lhe uma orientação?
O interpelado respondeu, humilde:
-          Sou deficiente demais para isso; entretanto, estou nesta casa para servir . . .
Então ela continuou:
-          desejo formar um grupo espírita, de acordo com o meu ideal . . . Acha o senhor que posso pensar nisso?
-          Sem dúvida alguma. Todos somos chamados à obra do Senhor . . .
-          Mas eu quero, irmão Júlio, organizar um círculo de criaturas elevadas e sinceras, que apenas cogitem da virtude praticada! . . .
-          Grande propósito!
-          Uma instituição em que as pessoas se confraternizem, com rigoroso senso de pureza íntima . . . Nada de egoísmo, irritação, incompreensão, contenda . . .
-          Sim, minha filha . . .
-          Um grêmio, em que todos os associados vibrem pelo padrão do Evangelho . . . pessoas simples e imaculadas, que não encontrem qualquer obstáculo para a harmonia de convivência . . . Verdadeiros apóstolos do bem . . . O irmão Júlio está ouvindo?
-          Sim, filha, continue . . .
-          Anseio por uma comunidade consagrada às realizações espíritas sem a mais leve perturbação. Os médiuns serão espelhos mentais cristalinos, retratando o Verbo do Alto, como os lagos transparentes que refletem o Sol. Os diretores governarão as tarefas, na posição de almas primorosas, capazes de todos os sacrifícios pela causa da Verdade, e os cooperadores, corretos e conscientes, integrarão equipe afinada, de maneira incondicional, com os princípios da nossa Doutrina de luz . . .
-          Plano sublime!
-          O ambiente lembrará uma fonte viva de paz e sabedoria em que os justos desencarnados se sentirão à vontade para ministrar aos homens os ensinamentos das Esferas Superiores, com a segurança de quem usa instrumentação irrepreensível . . .
-          Sim, sim . . .
-          Aspiro à criação de um conjunto que desconheça imperfeições e fraquezas, problemas e atritos.
-          Deus nos ouça.
-          Entre as paredes da organização que me proponho levantar, ninguém terá lugar para malquerença ou desânimo  tudo será tranqüilidade e alegria. Nenhuma brecha para discórdias.
-          Que o Senhor nos ampare.
-          Um templo a edificar-se na base de cooperadores que jamais descerão da nobreza própria, a ofertarem um espetáculo permanente de Céu na Terra, para a exaltação da caridade.
-          Sim, sim . . .
Observando que o amigo espiritual não se desviava dos conceitos curtos, sem enunciar opiniões abertas, Dona Clara acentuou:
-          Posso contar com o senhor?
-          Ah! Filha, não me vejo habilitado . . .
-          Ora essa! Por quê?
-          Sou um Espírito demasiadamente imperfeito . . . Ainda estou muito ligado à Terra.
-          Mas, recebemos tantos ensinamentos de sua boca!
-          Esses ensinamentos não me pertencem, chegam dos mentores que se compadecem de minha insuficiência . . . Brotam em minha frase como a flor que desponta de um vaso rachado. Não confunda a semente, que é divina, com a Terra que, às vezes, não passa de lama . . .
-          Então, o irmão Júlio ainda tem lutas por vencer?
-          Não queira saber, minha filha . . . Tenho a esposa, que prossegue viúva em dolorosa velhice, possuo um filho no manicômio, um genro obsidiado, dois netos em casa de correção . . . Minha nora, ontem, fez duas tentativas de suicídio, tamanhas as privações e provocações em que se encontra. Preciso atender aos que o Senhor me concedeu . . . Minhas dívidas do passado confundem-se com as deles. Por isso, há momentos em que me sinto fatigado, triste . . . Vejo-me diariamente necessitado de orar e trabalhar para restabelecer o próprio ânimo . . . Como verifica, embora desencarnado, sofro abatimentos e desencantos que nem sempre fazem de mim o companheiro desejável.
-          Oh! É assim?
-          Como não, filha! Todos estamos evoluindo, aprendendo . . .
Dona Clara refletiu um momento e voltou à carga:
-          Mas, em algum lugar, haverá decerto uma associação impecável . . . Diga, irmão Júlio, o senhor sabe de alguma equipe sem defeito, como eu quero? E se sabe, onde é que ela está?
O Espírito amigo, senhoreando integralmente a médium, pensou também por um instante e respondeu com a mais pura ingenuidade que já vi até agora:
-          Sim, minha filha, um grupo assim tão perfeito deve existir . . . Com toda a certeza deve ser o grupo de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Espírito: Irmão X, psicografia de Chico Xavier
Do livro: Contos Desta e Doutra Vida

 

" . . . o importante é que não vos deixeis desalentar. Recordai que, para o trabalho inicial do Evangelho, Jesus requisitou o concurso de doze homens e não de doze anjos.
Talvez o problema maior para os companheiros de ideal que se permitem desanimar, ante as fragilidades morais que evidenciam, seja o fato de suporem ser o que ainda não o são . . ."


Espírito: Bezerra de Menezes, psicografia de Carlos A Baccelli
Do livro: A Coragem da Fé