sábado, 27 de setembro de 2014

ESPIRITISMO E POLÍTICA

 
Haverá alguma relação entre Espiritismo e Política?

"Para nós, a política é a ciência de criar o bem de todos e nesse princípio nos firmaremos". Deputado Dr. Adolfo Bezerra de Menezes

Sobre o aspecto filosófico, o Espiritismo tem a ver e muito com a Política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa. Conseqüentemente, o espírita não pode declinar da sua cidadania e deve vivenciá-la de forma consciente e responsável. O Brasil sempre foi alvo de muitas esperanças. Falava-se em país do futuro, em berço da nova civilização e, nos meios espíritas, em "Coração do Mundo e Pátria do Evangelho." Mas, o Brasil só vai poder dizer-se Pátria do Evangelho quando der os primeiros passos na construção de uma sociedade realmente democrática, justa e fraterna. Quando, enfim, os brasileiros olharem para a sociedade e perceberem que fazem parte dela. Se uma pessoa está sofrendo, em um determinado local, todos sofremos, pois os problemas dela acabam nos atingindo de uma maneira ou de outra, seja por meio da violência ou dos mecanismos econômicos mais complexos. E o que tem a ver o Espiritismo com isso? O espírita tem em suas mãos instrumentos poderosos de participação (e de transformação) da sociedade: as federativas, os centros espíritas, as instituições específicas, os órgãos de comunicação. Podem no mínimo auxiliar na mudança de mentalidade de seus adeptos. Sabemos que Kardec recomendou aos centros que deixassem de lado as questões políticas. Mas essa afirmação significa que não devemos trazer para o centro espírita as campanhas e militâncias partidárias, pois o lugar para o seu exercício é no seio das agremiações e locais respectivos. Assim, jamais o Espiritismo, como Doutrina, e o Movimento Espírita, como prática, poderão dar guarida a um partido político em seu seio, por exemplo: Partido Social Espírita, Partido Espírita Cristão, etc. As questões políticas decorrem dos próprios princípios do Espiritismo. A partir do momento em que se fala em reforma moral, em mudança de visão do mundo, em desapego dos bens materiais, prática da caridade, etc., fala-se sobre política. Principalmente, quando se fala em transformação da sociedade, como aparece a todo o momento na Codificação. "Em que consiste a missão dos Espíritos Encarnados? - Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições, por meios diretos e materiais". (Questão n º 573 de O Livro dos Espíritos). De se entender, então, que não pode o espírita alienar-se no seio da sociedade em que vive, com a desculpa de que Espiritismo e Política não têm nada que ver, pois é preciso lembrar que a vida material e a vida espiritual são dimensões contínuas da própria Vida.
O homem tem que progredir, e isolado ele não tem condições disso, já que seu progresso depende dos bens que lhes são oferecidos pela família, pela escola, pela religião e demais agências sociais. Para o espírita, essa ação política deve ser sempre inspirada nos princípios expressos pelo aspecto filosófico do Espiritismo, que o levam a amar e, nesse caso, amar é desejar o bem; logo, a exteriorização política do Amor é a expressão do querer bem e do agir para o bem de todos. A ação política dos bons é um imperativo na hora atual. O Espiritismo trabalha com a educação. Esta é a base da própria Doutrina, pois para praticá-la, temos de nos educar. E a educação tem um conteúdo extremamente político, pois muda nossa forma de ver o mundo e de agir nele. Assim, é cada vez mais importante que os centros espíritas percebam a importância de discutir os assuntos da realidade concreta. Não estaremos fazendo política no aspecto partidário, mas sim auxiliando na conscientização dos espíritas sobre como entender a sociedade e agir nela de uma forma crítica e consciente. Com uma visão crítica baseada nos princípios espíritas. Qual o posicionamento de um espírita frente a questões como violência, menores abandonados, educação, desemprego, racismo, discriminação social. O que podemos fazer em nosso âmbito para combater esses problemas? Não adianta querer ser espírita no plano espiritual. Podemos e devemos estudar a moral espírita em sua teoria. Mas não há como fugir: a sua aplicação prática será, quer queiramos ou não, na realidade concreta, enfrentando esses problemas do cotidiano. Segundo J. Herculano Pires, em O Centro Espírita, "O Espiritismo se liga a todos os campos das atividades humanas, não para entranhar-se neles, mas para iluminá-los com as luzes do Espírito. Servir o mundo através de Deus é a sua função e não servir a Deus através do mundo (...)." Por tudo isso, devemos entender que são fundamentais o Espiritismo e a Política para a construção de Uma Nova Sociedade.
Portanto, o espírita tem que participar e influenciar na sociedade em que vive, procurando levar às instituições que a estruturam os valores e normas do Espiritismo. Isso é uma participação política. Não pode preocupar-se apenas com a reforma íntima, isolando-se em um "oásis de indiferentismo" pela sociedade em que vive. É verdade que essa ação política conflitará com os interesses dos egoístas e orgulhosos, individualmente ou em grupos. O Espírito Lázaro, no Capítulo IX, item 8, de O Evangelho Segundo o Espiritismo nos alerta que "Cada época é, assim, marcada pelo cunho da virtude ou do vício que a devem salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual, seu vício é a indiferença moral". Assim, essa ação política deve objetivar o bem comum. Aqueles que pretendem o bem não podem se omitir e essa participação liga-se profundamente com a caridade, pois amar é querer o bem. Destarte, a expressão política do amor é querer fazer o bem para todos. A participação do espírita, inclusive do jovem, no processo político, social, cultural e econômico deve ser consciente e responsável, tendo como diretriz os princípios e normas contidas em O Livro dos Espíritos. Participação Política do Espírita. "... Sirva de base às instituições sociais, às relações legais de povo a povo e de homem a homem o princípio da caridade e da fraternidade e cada um pensará menos na sua pessoa, assim veja que outros nela pensaram. Todos experimentarão a influência moralizadora do exemplo e do contato". (Questão nº 917 de O Livro dos Espíritos).

COMO O ESPÍRITA NÃO DEVE ATUAR NA POLÍTICA:

Levar a política partidária para dentro do Centro, das Entidades ou do Movimento Espírita;

Utilizar-se de médiuns e dirigentes espíritas para apoiar políticos partidários a cargos eletivos aos Poderes Executivo e Legislativo;

Catar votos para políticos que, às vezes, dão alguma "verbinha" para asilos, creches e hospitais, mas cuja conduta política não se afina com os princípios éticos ou morais do Espiritismo;

Apoiar políticos que se dizem espíritas ou cristãos, mas aprovam as injustiças, as barganhas, a "politicagem" (usar a política partidária para interesses egoísticos pessoais ou de grupos a que se ligam);

Participar da política partidária apenas por interesse pessoal, para melhorar a sua vida e de sua família, divorciado em sua militância político-partidária dos princípios e normas da Filosofia Espírita.

 

COMO O ESPÍRITA DEVE ATUAR NA POLÍTICA:

O espírita pode e deve estudar e reflexionar sobre os princípios político-filosófico-espíritas no Centro Espírita, pois eles estão contidos em O Livro dos Espíritos, Parte Terceira, Das Leis Morais;

Através da análise, do estudo e da reflexão das normas e princípios acima referidos, o espírita deve identificar o egoísmo, o orgulho e a injustiça nas instituições humanas, denunciando-as e agindo para que elas desapareçam da sociedade humana;

Confrontar os fundamentos morais e objetivos do Espiritismo com os fundamentos morais e objetivos dos partidos políticos, verificando de forma coerente qual ou quais deve apoiar e até mesmo participar como membro atuante, se tiver vocação para tal, sabendo, no entanto, da responsabilidade que assume nesse campo, já que sua militância deve sempre estar voltada para o interesse do ser humano, em seus aspectos social e espiritual. Para isso, sua ação política deverá estar em harmonia com os valores éticos (morais) do Espiritismo que, em última análise, são fundamentalmente os mesmos do Cristianismo;

Participar de organizações e movimentos que propugnem pela Justiça, pelo Amor, pelo progresso intelectual, moral e físico das pessoas. Exemplos: clubes de serviços, sindicatos, associações de classes, diretórios acadêmicos, movimentos de respeito e defesa dos direitos humanos, etc.;

Fazer do voto um elevado testemunho de amor ao próximo; Considerando que a sociedade humana é dirigida por políticos que saem das agremiações partidárias e suas influências podem ajudar ou atrasar a evolução intelecto-moral da humanidade, o voto, realmente, é uma forma de exprimir o amor ao próximo e à coletividade; Deve, pois, analisar se a conduta do candidato político-partidário tem maior ou menor relação com os princípios morais e políticos (aspecto filosófico) do Espiritismo;

Participar conscientemente da ação política na sociedade, sem relegar o estudo e a reflexão do Espiritismo a plano secundário. Pelo contrário, o estudo e a reflexão dos temas espíritas deverão levá-lo a permanente participação, objetivando a aplicação concreta do Amor e da Justiça ao ser humano, seja individual ou coletivamente.

 

Osman Neves Albuquerque

 

 

sábado, 20 de setembro de 2014

VÍCIOS MORAIS



Segundo Allan Kardec, todos as misérias morais da Humanidade têm origem em dois vícios capitais: O Orgulho e o Egoísmo. Lembra o codificador do Espiritismo, que esses defeitos estão na base de todos os vícios morais da criatura. O ciúme, a inveja, a vaidade, a cupidez, o personalismo são, em última instância, filhos do Egoísmo ou do Orgulho.
Kardec define o Egoísmo como sendo "O interesse pessoal exacerbado"; é aquela condição que leva o indivíduo a pensar em si mesmo, nos seus interesses, nos seus prazeres, preterindo todos as outras pessoas.
Segundo o dicionário, egoísta "é aquele que tem um amor exclusivo ou preponderante a sua pessoa ou aos seus interesses".O orgulho, por sua vez, é definido como sendo "o conceito muito elevado que alguém faz de si mesmo."Consiste no estado de exaltação da personalidade que leva o homem a considerar-se acima dos outros. A importância que o indivíduo atribui a si mesmo faz com que ele se julgue com direitos superiores.
Os vícios morais que derivam do orgulho e do egoísmo são:
• AVAREZA: Apego exagerado ao dinheiro e aos objetos materiais.
• CIÚME: Estado de intranqüilidade em decorrência do medo de perder o que tem.
• PREGUIÇA: Pouca disposição para o trabalho.
• NEGLIGÊNCIA: Descuido com as próprias obrigações.
• VAIDADE: Desejo de merecer a aprovação dos outros e de se destacar.
• INVEJA: Desgosto ante a prosperidade e o sucesso de outrem ou desejo de possuir ou gozar algum bem que outrem possua ou desfrute.
• MALEDICÊNCIA OU CALÚNIA: Uso inadequado na conversação oral ou escrita com o fim de depreciar ou reduzir a importância de outrem.
• MÁGOA: Ausência do perdão.
• VINGANÇA: Desejo de ir à forra.
• CULPA NEURÓTICA: Emoção destrutiva e estática de auto-cobrança diante de um erro sem nada fazer para repará-lo.
• PERSONALISMO: Conduta daquele que refere a si próprio.
• MELINDRE: Capacidade de se ofender ou irritar com as mínimas coisas.
• IMPACIÊNCIA: Pouca capacidade de esperar.
• INTOLERÂNCIA: Pouca capacidade de aceitar ou conviver com o defeito dos outros.


Como Combater o Egoísmo:

1. Procurar o serviço ao próximo, com os próprios meios, empregando forças, inteligência e habilidade para realizar nossos propósitos generosos;
2. Trabalhar sem remuneração para os mais carentes, dedicando algumas horas semanais em atividades assistenciais;
3. Repartir do nosso guarda-roupa ou objetos de uso pessoal, que não nos é mais útil, ou que tenhamos em excesso;
4. Procurar inteirar-se das amarguras de alguém no sincero propósito de amenizar sua dor;
5. Dedicar nossa assistência aos serviçais e subalternos que convivem conosco;
6. Olhar, ouvir, falar, acariciar com o coração pleno de amor, os familiares que nos são confiados;
7. Interessar-se pelas pessoas recém apresentadas;
8. Ajudar com delicadeza nos transportes ou na rua às criaturas em dificuldades, cedendo lugar, facilitando passagem, carregando volumes.

Como Combater o Orgulho:

1. Ouvir com atenção e paciência as emoções e não revidando todas as vezes que formos por alguém criticados;
2. Não aceitar provocações, esquecendo as ofensas;
3. Não menosprezar nenhuma pessoa, por mais ignorante que seja;
4. Ser submisso às ordens de seus superiores;
5. Procurar o lado mais simples de todas as coisas, combatendo o supérfluo;
6. Procurar exercer as funções mais modestas;
7. Evitar a ostentação e a espera do reconhecimento por algo que tenha feito;
8. Não criticar;
9. Não falar excessivamente de si mesmo;
10. Não se queixar;
11. Controlar os impulsos de impaciência;
12. Aceitar as opiniões, idéias, pensamentos e convicções dos outros;
13. Fazer o bem sem comentários, ou quaisquer referência ao nosso gesto;
14. Dissimular o benefício quando prestado a alguém para não embaraçá-lo;
15. Não nos referirmos a exemplos próprios de boa conduta para recomendar procedimentos aos outros.
 
 

(Do Livro Manual Prático do Espírita, de Ney Prietro Peres)

Bibliografia
a) O Livro dos Espíritos - Allan Kardec
b) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
c) Manual Prático do Espírita - Ney Prietro Peres
d) Ação e Reação - André Luiz/Chico Xavier
e) Diretrizes de Segurança - Divaldo Franco e Raul Teixera
f) O Consolador - Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
g) Janela para a Vida - André Luiz/Chico Xavier
h) Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz/Chico Xavier
i) Missionários da Luz - André Luiz/Chico Xavier
j) No Mundo Maior - André Luiz/Chico Xavier
k) Nas Fronteiras da Loucura - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo Franco
l) Psicologia Espírita - Jorge Andréa
m) Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes/Yvonne Pereira
n) Dos Hippies aos Problemas do Mundo - Espíritos Diversos
o) Obras Póstumas - Allan Kardec

 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

INFIDELIDADE


 
Muitos fazem piadas como esta: “CHIFRE É IGUAL ANEMIA, SÓ TEM QUEM NÃO COME DIREITO.” Amigos(as), o sexo entre um casal, deve ser conversado, ajustado com o tempo. Não coloque o “sexo” como o fator primordial no casamento. Se, por exemplo, por doença acontecer a impotência ou por acidente ele fique paralítico da cintura para baixo, etc., a outra parte separará? Então, não era amor pela pessoa, mas pelo sexo. Então, não se comprometa com a lei divina por ouvir e seguir frases como esta acima.
 
"O adultério é coabitar (viver) com alguém e aventurar-se simultaneamente (ao mesmo tempo) com outrem. Não nos parece legal nem moral esse comportamento." (Divaldo Franco)
 
Leiam este depoimento de Emmanuel contada Por Divaldo:
 
"Quando eu li o livro “HÁ 2000 MIL ANOS” meditei no calvário de Lívia Lentulus, a mulher de Emmanuel, que na época chamava-se Públius Lentulus. Ela foi vítima de uma calúnia (traição) onde ele se afastou do leito conjugal por 25 anos. E ela, cristã, manteve a dignidade. Isso que é o cristianismo: ela nunca reclamou; nunca lhe perguntou “por que” e nunca o hostilizou. Mas ele, (apesar de não estar no livro), permitiu-se licenças com outras companhias (saía com outras mulheres). Mas ela manteve-se fiel até o dia que ela trocou de roupa com Ana, a escrava que estava presa no circo romano, e mandou que se fosse para morrer na arena no lugar da escrava para testemunhar Jesus. Públius estava sentado ao lado do imperador e quando as feras (leões) avançaram pela a arena ela olha para ele e ele a reconhece. Era tarde. Então, ele gastou alguns séculos para reconquistá-la renascendo após algumas provações. No livro “50 ANOS DEPOIS” ele narra uma; em “AVE-CRISTO” ele narra outra; depois em “RENÚNCIA”; até quando ele reencarna no Brasil como Manuel da Nóbrega. E na Bahia, ao lado de Anchieta ele dá a vida pelos povos silvícolas (os índios) e morre de beribéri para mais tarde assumir esta tarefa grandiosa do missionário do Evangelho. Ninguém desbravou o Evangelho com tanta beleza como Emmanuel pela psicografia do apóstolo Chico Xavier.
Um dia, Emmanuel contou a Chico Xavier que aos domingos ele reservava-se para visitar Lívia que estava num plano muito elevado e também para desintoxicar-se dos fluidos da Terra. Porque Lívia nunca mais reencarnou. Então, valeram os 25 anos. As nossas resistências são muito frágeis. Qualquer coisa nos desequilibra, mas a nossa fé deve ser robusta para nos tornar resistentes à todos os desafios e problemas."
 
 
Vemos muitos cristãos, mas poucas atitudes cristãs. No primeiro deslize do cônjuge ou de alguém de sua convivência “revida” ou “paga com a mesma moeda”. Isto não é uma atitude cristã. O Cristo pediu que perdoássemos sempre e o revide é sinal que ainda não aprendemos a perdoar. O Cristo também ensinou a dar a outra face quando alguém ferir uma delas, ou seja, quando alguém mostrar a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, da promiscuidade, do vício, oferece-lhe a face da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, do equilíbrio, da dignidade.O Cristo pediu que retribuíssemos o mal que nos fazem com o bem. Porque, um deslize perante as leis divinas pode acarretar séculos de reparação como aconteceu com Emmanuel.


Rudymara




O GRUPO PERFEITO




O Espírito Júlio Marques era mentor de um pequeno agrupamento. Orientava com critério e bondade. Era condutor paciente do pequeno rebanho de companheiros espíritas. Duas vezes por semana, incorporado na médium Maria Paula, orientava os amigos na atividade evangélica. Ternura aliada à experiência, firmeza conjugada à abnegação. Conflitos e dificuldades morais escoavam nele de modo particular, arrancando-lhe palavras iluminadas de benevolência e candura, a deslizarem nas alheias feridas por bálsamo de esperança.
Numa das noites de trabalho na casa, uma jovem senhora que estava na assistência,  esperou Marques encerrar o comentário edificante para interrogar:
-          Irmão Júlio, posso pedir-lhe uma orientação?
O interpelado respondeu, humilde:
-          Sou deficiente demais para isso; entretanto, estou nesta casa para servir . . .
Então ela continuou:
-          desejo formar um grupo espírita, de acordo com o meu ideal . . . Acha o senhor que posso pensar nisso?
-          Sem dúvida alguma. Todos somos chamados à obra do Senhor . . .
-          Mas eu quero, irmão Júlio, organizar um círculo de criaturas elevadas e sinceras, que apenas cogitem da virtude praticada! . . .
-          Grande propósito!
-          Uma instituição em que as pessoas se confraternizem, com rigoroso senso de pureza íntima . . . Nada de egoísmo, irritação, incompreensão, contenda . . .
-          Sim, minha filha . . .
-          Um grêmio, em que todos os associados vibrem pelo padrão do Evangelho . . . pessoas simples e imaculadas, que não encontrem qualquer obstáculo para a harmonia de convivência . . . Verdadeiros apóstolos do bem . . . O irmão Júlio está ouvindo?
-          Sim, filha, continue . . .
-          Anseio por uma comunidade consagrada às realizações espíritas sem a mais leve perturbação. Os médiuns serão espelhos mentais cristalinos, retratando o Verbo do Alto, como os lagos transparentes que refletem o Sol. Os diretores governarão as tarefas, na posição de almas primorosas, capazes de todos os sacrifícios pela causa da Verdade, e os cooperadores, corretos e conscientes, integrarão equipe afinada, de maneira incondicional, com os princípios da nossa Doutrina de luz . . .
-          Plano sublime!
-          O ambiente lembrará uma fonte viva de paz e sabedoria em que os justos desencarnados se sentirão à vontade para ministrar aos homens os ensinamentos das Esferas Superiores, com a segurança de quem usa instrumentação irrepreensível . . .
-          Sim, sim . . .
-          Aspiro à criação de um conjunto que desconheça imperfeições e fraquezas, problemas e atritos.
-          Deus nos ouça.
-          Entre as paredes da organização que me proponho levantar, ninguém terá lugar para malquerença ou desânimo  tudo será tranqüilidade e alegria. Nenhuma brecha para discórdias.
-          Que o Senhor nos ampare.
-          Um templo a edificar-se na base de cooperadores que jamais descerão da nobreza própria, a ofertarem um espetáculo permanente de Céu na Terra, para a exaltação da caridade.
-          Sim, sim . . .
Observando que o amigo espiritual não se desviava dos conceitos curtos, sem enunciar opiniões abertas, Dona Clara acentuou:
-          Posso contar com o senhor?
-          Ah! Filha, não me vejo habilitado . . .
-          Ora essa! Por quê?
-          Sou um Espírito demasiadamente imperfeito . . . Ainda estou muito ligado à Terra.
-          Mas, recebemos tantos ensinamentos de sua boca!
-          Esses ensinamentos não me pertencem, chegam dos mentores que se compadecem de minha insuficiência . . . Brotam em minha frase como a flor que desponta de um vaso rachado. Não confunda a semente, que é divina, com a Terra que, às vezes, não passa de lama . . .
-          Então, o irmão Júlio ainda tem lutas por vencer?
-          Não queira saber, minha filha . . . Tenho a esposa, que prossegue viúva em dolorosa velhice, possuo um filho no manicômio, um genro obsidiado, dois netos em casa de correção . . . Minha nora, ontem, fez duas tentativas de suicídio, tamanhas as privações e provocações em que se encontra. Preciso atender aos que o Senhor me concedeu . . . Minhas dívidas do passado confundem-se com as deles. Por isso, há momentos em que me sinto fatigado, triste . . . Vejo-me diariamente necessitado de orar e trabalhar para restabelecer o próprio ânimo . . . Como verifica, embora desencarnado, sofro abatimentos e desencantos que nem sempre fazem de mim o companheiro desejável.
-          Oh! É assim?
-          Como não, filha! Todos estamos evoluindo, aprendendo . . .
Dona Clara refletiu um momento e voltou à carga:
-          Mas, em algum lugar, haverá decerto uma associação impecável . . . Diga, irmão Júlio, o senhor sabe de alguma equipe sem defeito, como eu quero? E se sabe, onde é que ela está?
O Espírito amigo, senhoreando integralmente a médium, pensou também por um instante e respondeu com a mais pura ingenuidade que já vi até agora:
-          Sim, minha filha, um grupo assim tão perfeito deve existir . . . Com toda a certeza deve ser o grupo de nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Espírito: Irmão X, psicografia de Chico Xavier
Do livro: Contos Desta e Doutra Vida

 

" . . . o importante é que não vos deixeis desalentar. Recordai que, para o trabalho inicial do Evangelho, Jesus requisitou o concurso de doze homens e não de doze anjos.
Talvez o problema maior para os companheiros de ideal que se permitem desanimar, ante as fragilidades morais que evidenciam, seja o fato de suporem ser o que ainda não o são . . ."


Espírito: Bezerra de Menezes, psicografia de Carlos A Baccelli
Do livro: A Coragem da Fé

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

DEUS INTERFERE NO RESULTADO DE UMA COMPETIÇÃO ESPORTIVA?

Foto: <3 DEUS INTERFERE NO RESULTADO DE UMA COMPETIÇÃO ESPORTIVA? <3

Deus é imparcial. Há quem imagine que os espíritos, os santos, Deus, Jesus, etc., interferem no resultado de uma competição esportiva, numa prova escolar, num concurso público, na disputa por uma vaga de emprego, etc. É um grande engano. Geralmente é usado o fetiche, objetos, amuletos, promessas, preces repetitivas ou ações que acreditamos ter poderes mágicos. Os espíritos ou santos evocados para nos ajudar podem nos influenciar inspirando ideias, mas não tem condições para determinar a direção de uma bola ou sugerir ao goleiro que pule no canto certo; não responderão questões numa prova, eles apenas poderão ajudar no sentido de favorecer um ambiente saudável e a estabilidade psíquica, algo muito importante numa competição, para que a pessoa se lembre da matéria que estudou. Então, o peso maior será sempre o da competência, envolvendo habilidade, conhecimento, estudo. Por que alguns países, como o Brasil, se destacam no futebol? Será que os espíritos os ajudam? Na verdade, eles se destacam pela simples razão de que neles o futebol é um esporte nacional, com milhões de praticantes. Quanto mais gente praticando determinada atividade, maiores as possibilidades de formar-se uma grande representação nacional. Os Estados Unidos predominam no basquete e no basebol, porque esses esportes detêm a preferência do povo. A Rússia domina o xadrez, pela mesma razão. Um detalhe importante em relação ao sucesso individual diz respeito à disciplina, ao esforço de auto-aprimoramento físico e técnico. Oscar, o maior jogador de basquete do Brasil em todos os tempos, fazia arremessos tão certeiros, com tão alto índice de aproveitamento, que é chamado de “mão santa”. Haverá algum protetor espiritual fazendo santa a sua mão? Negativo! É fruto do esforço! Após o treinamento ele ficava horas fazendo arremessos. Por isso, pedir nas orações sucesso, uma vida melhor, como fruto de dádivas divinas, sem empenho de nossa parte, seria pretender que Deus tivesse preferências. Se nós, que somos infinitamente inferiores a Deus não desprivilegiamos um filho para ajudar outro, imaginemos Deus.
É importante saber que os bons espíritos procuram nos ajudar, atendendo nossas orações, dando-nos condições para enfrentarmos nossas dificuldades e resolvermos nossos problemas. Então, podemos dizer que Deus interfere em nossa vida de maneira indireta. Se fosse de maneira direta, nós ficaríamos ociosos, preguiçosos, omissos, esperando que tudo venha de mãos beijadas do Céu.
“Deus ajuda aos que se ajudam a si mesmos, e não aos que tudo esperam do socorro alheio, sem usar as próprias capacidades: AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ”

Richard Simonetti
 


Deus é imparcial. Há quem imagine que os espíritos, os santos, Deus, Jesus, etc., interferem no resultado de uma competição esportiva, numa prova escolar, num concurso público, na disputa por uma vaga de emprego, etc. É um grande engano. Geralmente é usado o fetiche, objetos, amuletos, promessas, preces repetitivas ou ações que acreditamos ter poderes mágicos. Os espíritos ou santos evocados para nos ajudar podem nos influenciar inspirando ideias, mas não tem condições para determinar a direção de uma bola ou sugerir ao goleiro que pule no canto certo; não responderão questões numa prova, eles apenas poderão ajudar no sentido de favorecer um ambiente saudável e a estabilidade psíquica, algo muito importante numa competição, para que a pessoa se lembre da matéria que estudou. Então, o peso maior será sempre o da competência, envolvendo habilidade, conhecimento, estudo. Por que alguns países, como o Brasil, se destacam no futebol? Será que os espíritos os ajudam? Na verdade, eles se
destacam pela simples razão de que neles o futebol é um esporte nacional, com milhões de praticantes. Quanto mais gente praticando determinada atividade, maiores as possibilidades de formar-se uma grande representação nacional. Os Estados Unidos predominam no basquete e no basebol, porque esses esportes detêm a preferência do povo. A Rússia domina o xadrez, pela mesma razão. Um detalhe importante em relação ao sucesso individual diz respeito à disciplina, ao esforço de auto-aprimoramento físico e técnico. Oscar, o maior jogador de basquete do Brasil em todos os tempos, fazia arremessos tão certeiros, com tão alto índice de aproveitamento, que é chamado de “mão santa”. Haverá algum protetor espiritual fazendo santa a sua mão? Negativo! É fruto do esforço!
Após o treinamento ele ficava horas fazendo arremessos. Por isso, pedir nas orações sucesso, uma vida melhor, como fruto de dádivas divinas, sem empenho de nossa parte, seria pretender que Deus tivesse preferências. Se nós, que somos infinitamente inferiores a Deus não desprivilegiamos um filho para ajudar outro, imaginemos Deus.
É importante saber que os bons espíritos procuram nos ajudar, atendendo nossas orações, dando-nos condições para enfrentarmos nossas dificuldades e resolvermos nossos problemas. Então, podemos dizer que Deus interfere em nossa vida de maneira indireta. Se fosse de maneira direta, nós ficaríamos ociosos, preguiçosos, omissos, esperando que tudo venha de mãos beijadas do Céu.
“Deus ajuda aos que se ajudam a si mesmos, e não aos que tudo esperam do socorro alheio, sem usar as próprias capacidades: AJUDA-TE, E O CÉU TE AJUDARÁ”
 
 
Richard Simonetti
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

COMO NOS SINTONIZAR COM OS BONS ESPÍRITOS?

 
No livro “Sexo e Destino”, André Luiz relata o caso de uma jovem que havia marcado um encontro amoroso que poderia ter conseqüências fatais. Benfeitores desencarnados procuraram desviar o rumo dos acontecimentos. Mas ainda aqui é importante a questão sintonia. SE OS ESPÍRITOS NÃO ENCONTRAM INSTRUMENTOS EM CONDIÇÕES DE AJUDÁ-LOS A SUA AÇÃO É LIMITADA. Diz André Luiz: “Necessitava desdobrar medidas de proteção; entender-me com algum amigo encarnado, em ligação com o grupo; sugerir providências que evitasse a consumação do projeto; criar circunstâncias em que o socorro chegasse em nome do acaso, entretanto . . . Em vão, girei da pensão alegre ao Banco, do Banco ao apartamento no Flamengo . . . Ninguém estendendo antenas espirituais, com possibilidades de auxílio, ninguém orando, ninguém refletindo . . . Em todos os lugares, pensamentos enraizados de sexo e finanças, configurando cenas de prazeres e lucros, com receptividade frustrada para qualquer interesse de outro tipo . . .”
Sem encontrar apoio no plano físico não foi possível evitar o encontro que, como temiam os amigos invisíveis, teve lamentável desfecho.
 
 
OBSERVAÇÃO: "Vejam que André Luiz não conseguiu ajudá-la porque não encontrou ninguém que estivesse com o pensamento voltado a coisas mais elevadas. Somos como um rádio, emitimos ondas de nossos pensamentos que poderão ser captados pelos espíritos. Se for pensamento elevado nos conectaremos com bons espíritos. Se for pensamentos inferiores nos conectaremos com espíritos inferiores." (Rudymara)
 
 
"Quantas vezes os Espíritos nos terão procurado, pelos condutos da mediunidade, para atender a casos talvez não tão graves como o relato acima, mas em que a nossa atuação poderia significar conforto para um coração atribulado, ou socorro para o necessitado?
Para que colhamos plenamente os benefícios do contato com os amigos espirituais não podemos esquecer um detalhe: É PRECISO QUE FAÇAMOS NOSSA PARTE. Algo fundamental em relação aos anjos de guarda:
• estão perto de nós e nos inspiram para que busquemos a razão nos valores espirituais e que nos desapeguemos aos vícios e paixões da vida material.
• Aproximam-se quando cultivamos o bem e a verdade.
• Afastam-se quando nos prendemos a interesses rasteiros.
• Instrumento de nossa comunhão com eles: a oração.
Os Espíritos jamais deixarão de nos ajudar, desde que, ligados a eles pela oração, pelos bons pensamentos, pelas boas atitudes, disponhamo-nos a fazer nossa parte. Pois, eles não interferem em nosso livre-arbítrio e não são nossas babás.
Isto está bem claro na máxima enfatizada por Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo":
"Ajuda-te que o Céu te ajudará".
Não imaginemos o anjo da guarda como um pajem a nos acompanhar nas 24 horas do dia, como se fôssemos criancinhas. Essencialmente ele é o mentor que, pelos condutos da inspiração, busca nos orientar nos momentos mais importantes, estimulando-nos ao bem."
 
 
Richard Simonetti


 




segunda-feira, 15 de setembro de 2014

BÊNÇÃO E MALDIÇÃO PEGAM?


 
A BÊNÇÃO é um pensamento determinante, revestido de carga magnética benéfica, passível de provocar reações adversas, como bem estar, alegria, tranqüilidade. E MALDIÇÃO também é um pensamento determinante, mas sua carga magnética é deletéria, passível de provocar reações adversas, como nervosismo, tensão, irritabilidade, mal-estar.
Se, porém, o amaldiçoado é uma pessoa bem ajustada, moral ilibada, ideias positivas, sentimentos nobres, nada lhe acontecerá. Simplesmente não haverá receptividade para nossa vibração maldosa.
O "olho gordo", o "mal olhado", o "mal fluido", ou como queiramos chamar, é repelido ou aceito dependendo de nós. Nós somos o nosso próprio amuleto. Ninguém faz mal para ninguém, porque o mal só nos atinge porque está dentro de nós.
Bênçãos e maldições são como bumerangues, que retornam às nossas mãos quando os atiramos.
Se amaldiçoamos alguém, odientos, o mal que lhe desejamos volta invariavelmente para nós, precipitando-nos em perturbações e desequilíbrios. Somos vitimados por nosso próprio veneno.
Em contrapartida, aquele que abençoa alimenta-se de bênçãos, neutralizando até mesmo vibrações negativas de eventuais desafetos da Terra ou do além.
Certamente, em inúmeras circunstâncias, inspiramos antipatia em pessoas que cruzam nosso caminho.
Impossível agradar a todos.
Tudo que podemos desejar é que isso jamais ocorra em função de uma omissão ou iniciativa infeliz de nossa parte.
 
 
Richard Simonetti
 
 
OBSERVAÇÃO: Nós sempre pedimos a proteção de Deus, Jesus, etc. Mas, eles não são babás nem guarda- costas. Deus e Jesus já nos deram a fórmula para não sermos atingidos pelos espíritos (encarnados e desencarnados) maldosos que querem nos atingir. Quando dizemos: "Senhor, proteja minha família, meu lar, etc.", lembremos que eles também estão nos dizendo: "Nós não podemos te ajudar se você não se ajudar. Nós não interferimos em seu livre arbítrio. Ore e vigie, para não cairdes em tentação." Como proteger um lar que só há desentendimento, ódio, brigas, disputas, etc? Como proteger uma pessoa que só pensa negativo, só vibra ódio, rancor, etc? Para alcançarmos a paz temos que buscar ser pacífico; a harmonia sendo harmonioso, ou seja, seguindo os ensinamentos de Jesus tudo isso virá por acréscimo. E os anjos guardiães, trabalhadores de Deus, apenas nos intuem mostrando o caminho e atitude que devemos seguir. Eles não são escudos contra o mal que nos direcionam. Portanto, "OREMOS PEDINDO AJUDA, MAS VIGIEMOS NOSSOS PENSAMENTOS E AÇÕES" como pediu Jesus", para que Eles consigam nos auxiliar.
 
 
Rudymara
 
 
 
 

sábado, 13 de setembro de 2014

INFLUÊNCIA DOS ESPÍRITOS

 
 
Os agentes das sombras, não têm o poder de criar o mal. Eles apenas alimentam o mal que existe dentro de nós. Eles jamais nos induzirão à violência se conquistamos a mansuetude. Eles apenas sondam nossas falhas morais e ali se aproveitam para nos induzir, pelo pensamento, a cometer algum erro. Orai e vigiai os pensamentos e atitudes para não cairdes em tentação (das más sugestões), pediu Jesus. 
 
 
Rudymara

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O TENOR PLÁCIDO DOMINGOS FUNDOU UM HOSPITAL PARA AJUDAR SEU "INIMIGO"

PERDÃO FOI FEITO PRA GENTE PEDIR", cantava o inesquecível Ataulfo Alves, e eu acrescentaria: perdão foi feito para ser dado também. Foi o que aconteceu com os tenores espanhóis Plácido Domingo e José Carreras, os quais se tornaram inimigos em 1984, devido a questões políticas. Em 1987, porém, José Carreras descobriu que tinha leucemia. Submetendo-se a tratamentos sofisticados, viajava mensalmente aos Estados Unidos. Sem poder trabalhar, e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou.
Sem condições financeiras para prosseguir com o tratamento, Carreras tomou conhecimento de uma clínica em Madrid, denominada Fundación Hermosa, criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de leucêmicos. Graças ao apoio dessa clínica, ele venceu o câncer. Voltando a cantar e a receber altos cachês, José Carreras tratou logo de se associar à Fundação, para ajudá-la financeiramente.
Foi então que, lendo o estatuto da Fundación Hermosa, descobriu que seu fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo. Mais do que isso, Carreras descobriu que a clínica fora criada, em princípio, para atender exclusivamente a ele mesmo. Plácido se mantinha no anonimato para não constrangê-lo a aceitar o auxílio de seu inimigo.
Momento muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido, em Madrid. De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e se ajoelhou a seus pés.
Pediu desculpas a Plácido publicamente, agradecendo o benefício de seu
restabelecimento.
Mais tarde, uma repórter perguntou, numa entrevista a Plácido Domingo, por que ele criara a Fundación Hermosa; afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportunidade de reviver Carreras, um dos poucos artistas que poderiam lhe fazer alguma concorrência. Sua resposta foi simplesmente a seguinte: “Porque uma voz como a dele não se podia perder”. Diante de gestos de tamanha grandeza moral como os de Plácido e Carreras, afirmamos que os dois, de fato, exemplificaram o perdão e a humildade ensinados por Jesus.
(Gerson Simões Monteiro)
OBSERVAÇÃO: Amar aos inimigos, não é, pois, ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato de um inimigo faz bater o coração de maneira inteiramente diversa que o de um amigo. Mas é não lhes ter ódio, nem rancor, ou desejo de vingança. É perdoá-los sem segunda intenção e incondicionalmente, pelo mal que nos fizeram. É não opor nenhum obstáculo à reconciliação. É desejar-lhes o bem em vez do mal. É alegrar-nos em lugar de aborrecer-nos com o bem que os atinge. É estender-lhes a mão prestativa em caso de necessidade. É abster-nos, por atos e palavras, de tudo o que possa prejudicá-los. É, enfim, pagar-lhes em tudo o mal com o bem, sem a intenção de humilhá-los. Todo aquele que assim fizer, cumpre as condições do mandamento: Amai aos vossos inimigos. (O Evangelho segundo o Espiritismo)

sábado, 6 de setembro de 2014

"POR QUE DEUS NÃO ATENDE MINHAS PRECES?"


 
Para pessoas que pensam assim, perguntamos: "Você atende todos os desejos e pedidos do seu filho?" Sabemos que não. Pois você sabe que tem coisa que vai ser ruim para ele. Ele vai se revoltar, ficar com raiva, mas depois verá que foi para seu bem. É assim que Deus age com nossos pedidos.
Como explica Kardec no O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XXVIII, item 26: “Podemos solicitar a Deus benefícios terrenos, e Ele pode nos atender, quando tenham uma finalidade útil e séria. Mas, como julgamos a utilidade das coisas segundo a nossa visão imediatista limitada ao presente, geralmente não vê o lado mau daquilo que desejamos. Deus, que vê melhor que nós, e só deseja o nosso bem pode então nos recusar o que pedimos, como um pai recusa ao filho aquilo que pode prejudicá-lo. Se aquilo que pedimos não nos é concedido, não devemos nos abater por isso. É necessário pensar, pelo contrário, que a privação nesse caso nos é imposta como prova ou expiação, e que a nossa recompensa será proporcional à resignação com que a suportamos.”
No livro dos Médiuns, Kardec perguntou: "PODEMOS OBTER CURA APENAS PELA PRECE?Os Espíritos respondem: "Sim, às vezes Deus o permite. Mas talvez o bem do doente esteja em continuar sofrendo e então se pensa que a prece não foi ouvida."
POR QUE, ÀS VEZES, É MELHOR A PESSOA CONTINUAR SOFRENDO? Daremos um exemplo do Irmão X para responder esta pergunta: “Ildefonso, filho de D. Malvina Chaves, dama profundamente virtuosa e devotada à causa do bem, há quatro anos encontrava-se semi-acamado; preso à situação difícil, parecia um cordeiro. Parecia gostar das preces maternas, dedicava-se à leitura edificante e sabia conversar, respeitoso e gentil, encorajando quem o visitava. Malvina o contemplava comovidamente, e pedia ansiosa, ao Médico Divino sua cura. Um dia seu pedido foi ouvido. Mas, após um mês, Dona Malvina começou a desiludir-se. Ildefonso, curado, era outro homem. Perdeu o amor pelas coisas sagradas. Pronunciava palavrões de minuto a minuto. Convidado à prece, dizia, indelicado, que a religião era material de enfermarias e asilos e que não era doente nem velho para ocupar-se de semelhante serviço. Trocava o dia pela noite, tamanha era a pressa de ir para as noitadas ruidosas. Suas despesas desordenadas não tinham fim. Se a mãezinha pedia mudança de atitudes, sorria, zombava, declarando a intenção de recuperar o tempo que perdera através de espreguiçadeiras, remédios e injeções. Com 10 meses era um transviado autêntico. Embriagava-se todas as noites, tornando ao lar nos braços de amigos e, quando a genitora, impondo-lhe repreensões educativas, se negou a pagar-lhe a centésima conta exagerada, Ildefonso falsificou a assinatura de um tio em escandaloso saque de grande proporções. A generosa mãe não sabia como resolver o problema do filho rebelde e ingrato. Queixas surgiam de toda parte. Autoridades e parentes, amigos e desconhecidos traziam reclamações sem fim. A abnegada mãe via-se aflita e estonteada, sem saber como reajustar a situação, quando, certa noite, pedindo ao filho embriagado que lhe respeitasse os cabelos brancos, foi por ele agredida a pancadas que lhe provocaram angustiosas feridas no coração. Sem palavras de revolta, D. Malvina, procurou seu quarto, em silêncio, e rogou:
"Médico Divino, compreendo-te agora os planos sábios e justos. Meu filho é também uma ovelha de teu infinito rebanho! Não permitas, Divino Amigo, que ele se converta num monstro! Não sei, Senhor, como definir-lhe as necessidades, mas faz-me entender-te as sentenças compassivas e modifica-lhe a rota desventurada.”
Então, a recomendação é sempre: “SENHOR! SEJA FEITA “SEMPRE” A SUA VONTADE.”
 
 
Rudymara



 




quarta-feira, 3 de setembro de 2014

TODOS REENCARNAM PARA ENCONTRAR UM CÔNJUGE? E OS QUE NÃO ENCONTRAM?


 
Não. Nem todos os indivíduos reencarnados no mundo vêm com compromissos estabelecidos para o matrimônio. Exemplos de celibato:
 
• Há indivíduos que reencarnam para experimentar a solidão afetiva, em nome da lei de causa e efeito. Estes casos acontecem para levar os indivíduos a reajustar emoções, disciplinar atitudes e burilar sentimentos, facultando-lhes aprender a valorizar as relações conjugais, a valorizar a família, a aprender a viver com outras pessoas;
 
• Há indivíduos que não encontram correspondência amorosa, em termos conjugais, em razão de compromissos de diferentes magnitudes, de grande amplitude na sociedade, trazidos à presente encarnação. São deveres que não compatibilizam com as responsabilidades do lar, perante as exigências de amplo aspecto da tarefa ou da missão esposada, desde o além. É o caso das pessoas comprometidas com profundos descobrimentos científicos, com atividades abnegadas na esfera religiosa, ou outros a exigir dedicação quase exclusiva em prol da causa social ou sócio-moral do mundo, já sabem, no seu íntimo – percebem-no por intuição – que o matrimônio estável com alguém não consta de sua “agenda” reencarnatória;
 
• Ocorrem também casos de celibato com almas que não sentem nada por ninguém. São emocionalmente frias, sentimentalmente mudas, inaptas para tais relações afetivas, uma vez que expiam, duramente, as posturas desdenhosas ou exploradoras do pretérito. Posições numa existência corporal geram incapacidades e bloqueios magnéticos em outras, impondo frustrações e sofrimentos.
 
Em casos em que o indivíduo se dê conta de que já buscou, já se insinuou, já demonstrou interesse e continua a “ouvir” um intenso silêncio nessa área, ou se nota que o que surge não é compatível com seus projetos de vida para o trabalho e para o bem, é de bom alvitre tranquilizar a mente, assossegar a alma, entregando-se a viver seu dia-a-dia com dignidade, sem ansiedade, evitando enveredar por faixas de exploração obsessiva, considerando-se que nos disse o Cristo: “Buscai e achareis...”(Lc 11:9)
Dessa forma, quem deseja unir-se a alguém e não logra êxito, quem aspira por sentir algum tipo de atração afetiva por alguma pessoa e nada sente, por maiores esforços que realize, deve procurar tranqüilizar-se, mergulhando na ação do bem. Trabalhe, estude, desenvolva seus veios artísticos, pratique esportes salutares e sirva, em nome do amor, onde quer que se encontre. Na impossibilidade de ter uma pessoa a quem oferecer carinho, afeto, trate de tornar-se uma pessoa útil, prestativa, fraterna, simpática e jovial, deixando-se conduzir pelas mãos do Criador que pode alterar, a cada momento, os rumos de nossas existências em função do que nos seja melhor.
 
 
José Raul Teixeira